Unidade Penal de Guaraí
Um comitê esteve na unidade. Mas, em vez de verificar como estão os presos, foi atrás dos policiais penais.
Abriram armários pessoais. Vistoriaram cofre e armamento. Pesaram até o espargidor de pimenta. E filmaram os policiais.
Nada disso ajuda uma pessoa presa.
Isso não é fiscalizar: é constranger quem trabalha.
A lei que criou esse comitê existe para proteger quem está preso, e manda respeitar a intimidade das pessoas envolvidas. O policial também é uma delas.
Pior: o comitê é ligado à mesma Secretaria que comanda a Polícia Penal. A Administração foi vigiar os próprios servidores. E já somos fiscalizados por MP, Defensoria, OAB, Judiciário e Corregedoria.
O SINDIPPEN cobrará apuração rigorosa e responsabilização.
Respeitamos o combate à tortura. Sempre. O que não aceitamos é abuso contra quem trabalha.
Defender quem custodia não é atacar quem fiscaliza. É exigir que a fiscalização também cumpra a lei.



